O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) esclareceu que o Cajueiro de Pirangi passará por uma poda determinada por uma decisão judicial. De forma distorcida, com o objetivo de desinformar a população, alguns veículos noticiaram que o governo estadual “está por trás” da medida. O órgão informou também que o serviço não abrange, exclusivamente, o manejo da árvore.
A decisão judicial que determinou a poda do cajueiro é de 2024. O processo, pedindo a realização do serviço, foi movido por moradores e comerciantes da região, que apontaram riscos à mobilidade urbana e à segurança caso a ação não fosse realizada.
O Idema informou, ainda que a decisão judicial estipula um prazo de 120 dias para o cumprimento da medida, que visa justamente preservar o cajueiro, evitando, acidentes e danos provocados por galhos que avançam sobre vias públicas e edificações. “A poda é uma ação técnica preventiva, essencial para o cuidado e a conservação dessa espécie centenária”, diz trecho da nota oficial divulgada pelo órgão ambiental.
Leia a íntegra da nota de esclarecimento divulgada pelo Idema:
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) esclarece que o serviço de poda contratado pelo órgão não se refere, exclusivamente, ao manejo do Cajueiro de Pirangi, em Parnamirim, como foi divulgado por alguns veículos de comunicação.
O contrato firmado com a empresa Engemaia & CIA LTDA contempla, além do manejo de árvores, a realização de serviços de manutenção preventiva e emergencial, podas, trituração, remoção, adubação orgânica e transporte de resíduos. Também está contemplado o fornecimento de materiais para a sede do Idema, localizada em Natal, para o Parque das Dunas e para o Cajueiro de Pirangi.
Com validade de 12 (doze) meses, o contrato atende as demandas do Instituto desde o dia 16 de março e possui valor estimado em R$ 389.800,00 (trezentos e oitenta e nove mil e oitocentos reais).
No caso específico do Cajueiro de Pirangi, a poda atenderá a uma determinação judicial nº 0010153-33.2010.8.20.0124. A determinação judicial é de 2024, oriunda de um processo antigo movido por moradores e comerciantes da região, que apontaram riscos à mobilidade urbana e à segurança. A execução da sentença estipula um prazo de 120 dias para o cumprimento e visa justamente preservar o cajueiro, evitando, acidentes e danos provocados por galhos que avançam sobre vias públicas e edificações. Longe de representar ameaça à árvore, a poda é uma ação técnica preventiva, essencial para o cuidado e a conservação dessa espécie centenária.
A atual intervenção no Cajueiro de Pirangi consiste em um manejo fitossanitário inédito ao longo dos 137 anos da árvore. Ao contrário dos procedimentos anteriores, limitados a cortes pontuais para contenção de pragas como cupins e brocas, a ação em curso realiza, pela primeira vez, uma poda sistematizada com objetivo de garantir a saúde e a longevidade da planta.
É estimado que cerca de 1,2 mil metros da planta ultrapassam a da área cercada, passando por plataformas que levam os galhos por cima das ruas e também perto de casas e comércios. Em uma das avenidas que cercam o cajueiro, os galhos tomam metade da via. Em outra, uma plataforma foi construída anos atrás para suspender os galhos sobre a pista.
Destacamos que foi acordado nas audiências públicas realizadas no dia 08/07 a formação de uma Comissão com a participação do IDEMA, PGE, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Parnamirim, Câmara de Vereadores de Parnamirim, Associação de Moradores de Pirangi, Guias de Turismo e empresários da região, com o objetivo de acompanhar e fiscalizar o cronograma, o tipo de poda e manejo fitossanitário do Cajueiro.
Por fim, reiteramos o compromisso do IDEMA de diálogo e transparência para continuar o trabalho de cuidado e preservação do Maior Cajueiro do Mundo.

